O stresse de falar em público
Um dos professores deu a hipótese de melhorarem a nota através de um trabalho. Perguntei ao rapaz se não queria fazer esse trabalho, para conseguir uma nota final melhor.
Respondeu que como já tinha um 11 garantido e o trabalho seria uma apresentação oral , não ia querer passar por esse stresse.
Eu sei que para ele estar no quadro a falar para a turma e professor é um drama. Uma espécie de trauma que tem desde o 1º ciclo. Nessa altura, ele estava nos primeiros anos de vida escolar, a professora pediu um trabalho em cartolina sobre um dos pontos da Vila. Ele fez o trabalho, mas não percebeu que o mesmo era para apresentar à turma. Nunca ninguém tinha feito isso, e ele foi o primeiro a ser chamado. Ficou em pânico em frente aos colegas e não conseguiu dizer nada.
Os outros colegas já iam treinados, eu não sabia que o trabalho era para esse efeito, não o preparei. A professora apesar de ser uma ótima professora, ele ainda hoje a adora, naquele momento, não teve sensibilidade para o entender e ajudar.
Passados tantos anos, ele ainda recorda esse episódio e tem sempre aquele receio. Felizmente teve uma professora no 3º ciclo que o ajudou imenso nessa tarefa porque eu falei com ela. Parecia estar no bom caminho, mas com a interrupção do ano letivo devido à pandemia, o processo ficou a meio.
Ainda não sei como, mas hei de arranjar uma forma de ele ultrapassar este obstáculo! Ele precisa de perder este medo!

Tenho 39 anos e ainda tenho esse problema, para mim as pessoas que falam para plateias numerosas são autênticos super heróis
ResponderEliminarOfereça-lhe um microfone e um programa de karaoke para computador e vai ver que o medo dele desaparece num instante.
ResponderEliminarOtimista!
ResponderEliminarQuando fiz este comentário só tinha lido o "post" anunciado no sapo.
ResponderEliminarPercebo agora que o rapaz já tem 15 anos.
O facto de ele ser introvertido não terá a ver com o facto de estar a ser super protegido?
A juventude agora, apesar das novas tecnologias, tem as mesmas necessidades que a juventude do meu tempo. Necessitam de estar com amigos físicos da mesma idade.
A sua responsabilidade como mãe e amiga é proporcionar e incentivar esse mesmo convívio.
Deixá-lo muito tempo ao computador ou ao telemóvel só irá contribuir para o seu isolamento social.
A falta de relações com jovens da sua idade faz com que se sinta ostracizado e procure suprir a falta com os seus amigos virtuais.
Eu lembro-me de ficar sempre muito stressada quando tinha de falar em público, com a continuação dos anos isso melhorou
ResponderEliminarA prática de um desporto de contacto e auto-disciplina como o judo também ajuda para ganhar confiança.
ResponderEliminarQuando escolhi a escola dos meus filhos, desde da pré, havia dois pontos que eu e o meu Marido queríamos: Deviam aprender a falar mais do um língua, especialmente o Ingles e saber estar e falar em Público. O projeto pedagógico da pré e escola tinham esses dois pontos e os meus três filhos tiveram a mesma educação e posso lhe dizer que depende da pessoa, eles tem estas competências, falam mais do que uma língua mas cada um teve o seu percurso e o seu tempo. Quanto à apresentação e falar em público, eles sabem no entanto uns mais nervosos do que os outros, só com a prática é que vão perder e enfrentar o medo. A vida os vai ensinar!
ResponderEliminarParece que já nascem com esse dom!
ResponderEliminarEm pequeno teve algo parecido, e andava sempre a treinar… mas a plateia era a família.
ResponderEliminarEspero que ele também melhore. Eu também tenho o mesmo problema, embora tente disfarçar...
ResponderEliminarRealmente, mas no judo começam desde pequenos, e já com 15 anos, é um pouco tarde, talvez!
ResponderEliminarLembro-me que no jardim de infância, ele até dizia bem o poema nas festinhas, nesse tempo era mais descontraído!
ResponderEliminarA minha mais velha ( 11ºano) era assim, Aliás, continua a não gostar de falar em público, e é pouco participativa. No 3º ano teve um episódio também complicado com uma professora de música que a obrigou a cantar sozinha em frente aos colegas e ela se recusou, ela sentiu-se humilhada. No entanto, aos poucos lá entendeu que ou se abre, ou não atinge as metas pretendidas. Não vai à vontade, diz que por dentro treme por todos os lados!!! Mas fá-lo em prol das notas. Já está bem mais aberta desde o 9ºano, nem se compara aliás! Não será moça de ter um público à sua frente ( ou eu dificilmente a vejo nesse papel), mas consegue concentrar-se para fazer o que tem de ser feito naquele momento. Ela prefere ser a primeira desde o 10º, pois diz que assim passa mais rápido e não pensa tanto no assunto.
ResponderEliminarUm truque que lhe ensinei para descontrair foi " imagina que a turma está toda de cuecas rosas com brilhantes", ela ( por ridículo que possa parecer) ainda me diz que funciona. Imagina, ri-se por dentro, e começa a apresentar. Ela prepara e todos os dias lê e relê a apresentação para depois no dia D não ter papel à frente. Não decora, mas fica a saber/compreender o que tem de dizer. Treino e mais treino em casa é o que funciona com ela. Eu não a ajudo, mas no caso do seu menino diria que talvez um apoio facilitasse.
Boa sorte ;)
Também acho que um apoio poderia ajudar, mas para já. ele diz que não quer...
ResponderEliminarEste ano também foi uma mudança brusca, mudou de colegas, de escola,de localidade, todos os professores novos, a máscara...